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Atividades

Ao lado da docência nos programas de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, uma grande parte das atividades que desenvolvo estão relacionadas com a pesquisa e a orientação na pós-graduação, além de pequenas contribuições para a organização da área de Relações Internacionais no Brasil.

Os meus interesses de pesquisa estão exclusivamente relacionados com os desafios da inserção internacional do Brasil contemporâneo (veja relação não exaustiva de projetos de pesquisa desenvolvidos), onde se compreendem as suas relações com os seus principais parceiros e as idéias e valores que ganham importância na formulação e implementação da Política Exterior – temas sobre os quais tenho refletido e publicado (veja a seleção de publicações).

Na mesma linha, exerço certo purismo no que se refere à orientação de trabalhos de conclusão de cursos de graduação e de especialização, dissertações de mestrado e teses de doutoramento – somente me interesso por projetos que tratem de aspectos da inserção internacional do Brasil (veja os trabalhos em desenvolvimento). Nesse caso, trabalhei longamente a partir de 1998 para o ressurgimento do interesse por esses temas no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, após uma longa invernada de falta de talentos dedicados à pesquisa especializada neste centro. Felizmente essa falta de interesse se reverteu com o tempo, especialmente depois da criação do novo programa de pós-graduação em Relações Internacionais, que reuniu pesquisadores das áreas de política internacional e comparada e de história das relações internacionais.

Justamente para pôr em relevo esse esforço, em 2001 criei no então Departamento de Relações Internacionais (atual Instituto de Relações Internacionais) da UnB o Grupo de Estudos e Pesquisa sobre as Relações Internacionais do Brasil Contemporâneo, que articula esforços de investigação e de formação de quadros na área. O Grupo organiza eventos sobre as diferentes dimensões da inserção internacional do Brasil, como conferências, palestras, seminários e reuniões de trabalho com diplomatas, pesquisadores de outros centros e representantes da sociedade civil. Um objetivo importante é formar um novo interesse especialmente entre os estudantes de graduação pelo tema e pelas suas múltiplas vertentes, incentivando a criação de grupos de estudo, a apresentação de projetos de iniciação científica e favorecendo a realização de monografias de conclusão de curso.

Tenho me dedicado nos últimos anos às atividades de divulgação científica na área, entre as quais as editorias da Revista Brasileira de Política Internacional – RBPI e de Meridiano 47 – Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais, ambas publicações editadas pelo Instituto Brasileiro de Relações Internacionais – IBRI. Na verdade, essas atividades são, das muitas a que me dedico além da pesquisa, as que mais me gratificam intelectualmente. Como estou envolvido com publicação científica há muito tempo, tendo participado da criação da Revista Em Tempos de História, no programa de pós-graduação em História, da gestão da Revista do Serviço Público (na Escola Nacional de Administração Pública) e desde 1994 auxiliar o editor da RBPI (à época, o Prof. Amado Cervo), acumulei uma boa experiência sobre a gestão dos fluxos editoriais e sobre o dia a dia de uma revista científica no Brasil. Isso foi particularmente útil quando criei em 1999 a Revista Cena Internacional no então Departamento de Relações Internacionais, a primeira revista científica em formato digital da grande área de humanidades no Brasil, concebida como uma das atividades do projeto RelNet – Rede Brasileira de Relações Internacionais.

Desde 2007 eu coordeno no iREL o projeto Mundorama – Iniciativa de Divulgação Científica em Relações Internacionais, que divulga análises de conjuntura, notas técnicas, teses de doutorado, dissertações de mestrado, artigos científicos, relatórios de pesquisa, notícias de eventos e o acervo em formato digital de periódicos especializados.

Um outro tema de grande interesse para mim são as formas de organização do ensino e da pesquisa sobre Relações Internacionais no Brasil. Participei da primeira composição da Comissão de Especialistas de Ensino de Relações Internacionais do Ministério da Educação. Nessa qualidade, tomei parte tanto da definição dos critérios de qualidade esperados para um curso de graduação em Relações Internacionais, quanto da avaliação e dos processos de autorização de muitos cursos pelo Brasil afora.

… E na sala de aula

Ministro nos programas de graduação e de pós-graduação em Relações Internacionais da Universidade de Brasília disciplinas relacionadas com a inserção internacional do Brasil, entre as quais, eu gostaria de destacar:

  • História das Relações Internacionais do Brasil – disciplina obrigatória com 60 horas de duração ministrada para a graduação em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (e aberta a alunos de outros), que apresenta a evolução da política exterior do Brasil de 1822 a nossos dias;
  • As Relações Internacionais do Brasil após a Segunda Guerra Mundial – disciplina optativa com 60 horas de duração avançada oferecida nos programas de mestrado e de doutorado em Relações Internacionais da Universidade de Brasília;
  • As Relações Internacionais do Brasil Contemporâneo – disciplina com 45 horas de duração oferecida no curso de Especialização em Relações Internacionais da Universidade de Brasília;
  • Temas das Relações Internacionais do Brasil – disciplina optativa com 60 horas de duração oferecida para a graduação em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (e aberta à comunidade universitária).