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Sobre as eleições para Reitor na Universidade de Brasília – Declaração de Voto para a chapa UnB Somos Nós

Esta semana promete fortes emoções na Universidade de Brasília: o fim da greve e o retorno às aulas, e as eleições para dirigente máximo da instituição
Isso merece alguns esclarecimentos, sem medo de ser feliz… Em primeiro lugar, quero dizer que sou completamente contrário às eleições paritárias para Reitor. Isso porque cada congregação tem responsabilidades diferentes na Universidade, e o seu peso relativo tem que ser diferente mesmo. Além do mais, a lei manda que a escolha do dirigente máximo se faça com pesos distintos, e assim deve ser…
Mas essa é uma causa perdida: em tempos de administração universitária vulgarmente populista, o máximo que podemos ter é realmente um debate de nível baixíssimo, em que vale tudo, menos a discussão sobre uma universidade que forme quadros de alto nível e produza ciência impactante, de nível internacional. Nos últimos anos tivemos de tudo na Universidade de Brasília, mas infelizmente bem pouco do que realmente importa…
Também não sou afeito a adesões públicas retumbantes – sou o tal que considera militância a coisa mais próxima de infância… não somente porque rima, mas porque não resiste a nenhum amadurecimento de crítica e nem ao tempo…  Por isso sempre preferi guardar para o pequeno círculo de amigos e companheiros as minhas preferências políticas  em geral e, em particular, sobre os quadros que se sucedem na administração da Universidade de Brasília. 
A minha discrição, entretanto, merece um alívio nesta semana, porque realmente estamos em uma encruzilhada: ou arremetemos – e retomamos o plano de vôo de uma grande universidade, respeitada, integrada com os grandes circuitos da ciência nacional e internacional, eficiente na administração, produtiva na formação de quadros de alto nível, com uma gestão meritocrática -, ou nos espatifamos de vez no lodaçal da irrelevância, que é o destino traçado no plano de vôo irresponsavelmente traçado e desenvolvido ao longo dos últimos anos. 
Por isso, quero declarar o meu voto… De todos os dez candidatos (é isso mesmo, o número imoral de 10 candidatos, como se isso fosse uma corrida para a vereança na província!), creio que o único que tem condições de nos colocar de volta no rumo do destino de grandeza da Universidade de Brasília é o Professor Ivan Camargo, da Faculdade de Tecnologia, da chapa 86 – UnB Somos Nós
Conheci Camargo quando ele assumiou o Decanato de Graduação da Universidade, durante a administração de Lauro Morhy. Nesse momento, eu era o coordenador de graduação do nosso instituto, e nas vezes em que tive que interagir com Camargo, fui recebido com posturas muito razoáveis, compreensívas, de apoio às demandas da coordenação, e também de diálogo e de negociação, com uma visão muito moderna da graduação, dos seus desafios e da grande importância que tem para a Universidade. Trata-se de um pesquisador respeitado, com grande experiência administrativa e visão sistêmica da UnB e das possibilidades de incremento e modernização da sua função social. 
A vice de Camargo, Professora Sônia Báo, é pesquisadora respeitada na área de biologia, e também tem grande experiência adminstrativa (foi diretora do Instituto de Biologia da Universidade). Conheci Báo ainda no final dos anos noventa, quando ela coordenou o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica. Me recordo de uma gestão de pulso forte, com uma visão muito moderna da função da iniciação científica na formação de quadros de alto nível que deve ser a missão de uma grande universidade.
Enfim, eu votarei feliz e consciente de que a Universidade estará em excelentes mãos…
Páginas da chapa UnB somos Nós:

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