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Defesa da Tese de Doutorado de Túlio Sérgio Henriques Ferreira

No dia 9 de julho próximo levarei a banca a tese de doutorado de meu orientando Túlio Sérgio Henriques Ferreira. Trata-se de tese sobre as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, e mais particularmente, sobre as manifestações do anti-americanismo na Política Externa Brasileira. Apropriadamente, o trabalho se intitula “O antiamericanismo de cátedra: Desenvolvimento e Nacionalismo no Brasil na década de 1950”.

A defesa será a partir das 8h 30 min, na sala C1-09 do Prédio da FACE, onde funciona o Instituto de Relações Internacionais.

Comissão Examinadora:
  • Prof.    Antônio Carlos Moraes Lessa    ( Orientador-IREL)
  • Prof.   Paulo Roberto de Almeida    (UNICEUB)
  • Prof.   Eiiti Sato                                  (IREL/UnB)
  • Prof.  Virgílio Caixeta Arraes           ( HIS/UnB)
  • Prof. Pio Penna Filho                        (IREL/UnB)
  • Prof. Tânia M. Pechir Manzur   (Suplente-IREL/UnB)

Resumo:

O Brasil dos anos 1950 vivia intenso debate relativo ao desenvolvimento. O país, ao modificar sua estrutura socioeconômica, discutia os caminhos de sua política exterior. O nacionalismo gerava críticas e simpatias aos modelos disponíveis de inserção internacional do Brasil. Os governos do período buscaram levar adiante o processo de industrialização, retirando o Brasil de sua condição periférica e de subdesenvolvimento. Mas, no caminho, havia os EUA. O mito da ‘relação especial’ com os poderosos vizinhos do norte havia se desfeito e a lógica da ‘guerra-fria’ impunha novas preocupações aos estadunidenses, que eram acusados de esquecerem-se de seus históricos aliados continentais. Tal sentimento, alimentado pelo atávico antiamericanismo difuso da sociedade brasileira, começa a seduzir setores burocráticos do Estado e parcelas conservadoras da sociedade, antes alinhados com os EUA. Através do ‘antiamericanismo de cátedra’, conceito formulado neste estudo, o discurso dos governantes do Brasil busca reavivar os termos da barganha vivida em outros momentos da história do país. Assim, através da análise desta ‘cultura política’ da sociedade brasileira, percebe-se importante variável na composição da Política Externa Brasileira do período.

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