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Editorial da edição Vol. 11 – No. 120 do Boletim Meridiano 47

O presente número assinala o novo momento da editoria do Boletim Meridiano 47. Após dez volumes, com cento e dezenove números publicados, o Boletim deixa de ser mensal, e inicia sua fase bimestral, com artigos mais extensos, por meio dos quais possa a comunidade ter acesso a análises mais aprofundadas de temas relevantes da agenda global.

O Boletim foi uma das publicações digitais pioneiras das ciências sociais brasileiras. Foi  criado em um momento em que poucos acreditavam no potencial de publicações nesse formato. Meridiano 47 parte de uma geração de experimentos editoriais digitais que floresceram no projeto RelNet, a exemplo da Revista Cena Internacional e do Boletim Via Mundi, e do qual é o último sobrevivente neste formato.

Acreditamos que em sua trajetória o Boletim assumiu importância no cenário acadêmico brasileiro, especialmente na vulgarização e difusão dos temas da agenda internacional contemporânea.  Passados dez anos, buscamos uma nova direção para a publicação, com o fortalecimento do seu viés científico e  do seu papel no diálogo acadêmico de alto nível. Pretendemos ocupar o espaço intermediário que existe entre as experiências de divulgação científica, sempre necessárias em uma área jovem, como é a de Relações Internacionais no Brasil,  e as grandes revistas especializadas. Nesse sentido, o Boletim Meridiano 47 dialoga permanentemente com a sua irmã mais velha, a Revista Brasileira de Política Internacional – RBPI, que lastreia há mais de cinco décadas o portfólio editorial do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais – IBRI.

Ao longo dos últimos meses temos trabalhado em ajustes importantes na gestão editorial de Meridiano 47, que trarão resultados favoráveis para a ampliação da sua circulação e para a sua visibilidade nacional e internacional. Entre as ações que tem sido empreendidas, destacamos: a reformulação do Conselho Editorial, que passa a representar melhor a diversidade científico-acadêmica da nossa área; a busca por indexação internacional; a veiculação em bases de dados prestigiadas no Brasil e no exterior; a modernização dos procedimentos editoriais, com a prevalência da regra de ouro da comunicação científica de alto nível, que é o peer review; e, finalmente, uma consistente política de divulgação.

Finalmente, anunciamos a atualização das normas de colaboração. Os temas da atualidade, vistos sempre em perspectiva original, permanecem sendo a nossa especialidade, e passaremos a publicar artigos de maior fôlego e em formato essencialmente científico, com cerca de 10 páginas de extensão, além de resenhas de livros.
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