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Google Scholar? Google Acadêmico!

Tudo bem, o Google Scholar nunca foi um primor de limpeza. Na verdade, os resultados de pesquisa oferecidos pela versão americana do serviço eram até bem sujos, trazendo muitos ruídos, citações desnecessárias e mesmo links quebrados. Como usuário dedicado, me interessei pelo serviço desde o seu lançamento, sempre torcendo pelo seu aprimoramento. Cansei de recomendá-lo aos alunos que por vezes chegam perdidos no início de projetos de monografia, certo de que o serviço, apesar dos pesares, vale o dito…
Na verdade, o Google Scholar foi o inspirador de uma mudança estratégica fundamental que realizamos ainda no início de 2006 no projeto RelNet – a decisão de abrir a nossa base de dados à verificação e indexação incondicional pelos crawlers do Google e de quaisquer outros serviços de busca que se disponham a vir aos nossos servidores e carregar por aí informações sobre as milhares de referências que temos disponíveis para consulta.
Essa mudança de atitude comporta uma mudança de conceito fundamental para o nosso projeto, uma vez que para aceitar a indexação, teríamos que abandonar um requisito muito importante de previsibilidade para o RelNet, que era a obrigatoriedade de registro dos usuários, com o que mantinhamos um certo controle sobre a banda da rede utilizada e sobre o uso que a nossa audiência fazia das nossas referências.
Quando comecei a usar serviços como o Google Scholar, entendi que o que realmente deveria interessar à equipe do RelNet era que as nossas referências fossem encontradas pelos usuários que delas precisassem, não importando de onde eles vinham – se entravam diretamente pela página principal do RelNet ou se chegavam a nós pelos atalhos absurdos que serviços como o Google Scholar oferece.
Pois é, essa é uma história longa demais, e já bastante confusa. O fato importante, que eu gostaria de registrar aqui, é que o Google Scholar é um serviço fantástico, ainda que bastante presunçoso (como de resto, é toda a cultura Google): para se ter uma idéia, em destaque na página em inglês se lê logo de início, como em um frontispício, “Stand on the shoulders of giants” (algo como “sobre os ombros dos gigantes”). E o melhor de tudo, é que esse serviço agora está disponível também no Brasil, em português.
Não deixe de usar… o Google Acadêmico (ou Google Scholar) pode até não resolver o seu problema, mas com certeza quebra um bom galho…

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