E o Boletim Mundorama – No. 79 – Março/2014

mundorama_square_azul

 

Artigos

  • Argentina y su postura frente a la crisis de Ucrania: una peligrosa estrategia de vinculación de cuestiones, por Nicolás Creus
  • ¿Por qué el gobierno colombiano desacata a la CIDH?, por Edwin Cruz Rodríguez
  • Los intereses de Suramérica en la crisis de Ucrania, por Jorge F. Garzón e Víctor M. Mijares
  • A guerra Cibernética segundo o Livro Branco de Defesa do Brasil, por Samuel de Jesus
  • Recombinação: diplomacia russa após a URSS, por Stefanos Georgios C. Drakoulakis
  • “There and back again, an East European Tale”, por Luiz Fernando Horta

Ler mais

Porque realmente não existe almoço grátis – Quanto custa publicar em acesso aberto?

O Blog Scielo em Perspectiva tem publicado posts interessantíssimos sobre o futuro da publicação científica no Brasil. Esse que republico abaixo trata de uma questão central para o cenário das publicações cientificas brasileiras, que se ampliou muito nos últimos anos com o acesso aberto: afinal, quanto custa tudo isso?

Eu diria que há uma questão ainda mais importante – quem paga, e quem vai pagar pela manutenção de qualidade das publicações científicas no Brasil. Enquanto as publicações das áreas das ciências duras já encontraram o seu caminho, que passa pela cobrança de taxas de submissão e de publicação, as de humanidades nem começaram ainda a se questionar se o modelo atual é sustentável.

O assunto promete ainda fortes emoções…

Quanto custa publicar em acesso aberto?

A publicação de resultados de pesquisa em acesso aberto é a forma que se tornou consensual de prestar contas à sociedade sobre os recursos empregados na pesquisa, tendo em vista que boa parte desta é financiada com recursos públicos. Além disso, a sociedade como um todo – e não apenas a comunidade acadêmica – se beneficia largamente do conhecimento gerado em todas as áreas do conhecimento humano.

O movimento do acesso aberto surge da crise dos custos das publicações impressas no início dos anos 2000 e das oportunidades de acesso oferecidas pela publicação digital na Web, e hoje se encontra plenamente consolidado para os periódicos em formato digital. Estudo recente encomendado pela Comissão Europeia concluiu que quase 50% dos artigos publicados entre 2004 e 2011 nos países da Comunidade Europeia, Estados Unidos, Canadá, Japão e Brasil encontram-se disponíveis em acesso aberto na Internet em abril de 2013. O Brasil lidera com 63% dos artigos em acesso aberto em grande parte devido ao SciELO. (Leia mais no post de Ernesto Spinak, neste blog)

O Acesso Aberto (AA) se consolida por várias rotas ou modalidades: seja por meio da modalidade conhecida como dourada e que abarca os periódicos de AA que publicam todos os artigos em acesso aberto ou os periódicos híbridos que publicam parte dos artigos em acesso aberto ou na modalidade conhecida como verde que ocorre com o arquivamento dos artigos em repositórios institucionais ou centrais após a publicação em periódicos.  Ao mesmo tempo, estão também se consolidando no cenário internacional modelos de negócios que tornam a publicação em acesso aberto sustentável. Ao contrário do que possa parecer, a publicação em acesso aberto não tem custo zero, embora se proponha como mais econômica que às financiadas por assinaturas. Existem hoje vários modelos econômicos para tornar o AA viável e sustentável para os publicadores não comerciais e lucrativos no caso das editoras comerciais.

Muitos periódicos da via dourada cobram dos autores ou das instituições a que estão afiliados ou das agências financiadoras de projetos taxas de publicação, conhecidas como taxas  de processamentos dos artigos (do inglês Article Processing Charge) . O valor dessas taxas, entretanto, varia largamente entre periódicos de editoras comerciais e de associações ou sociedades científicas.  A Tabela a seguir apresenta exemplos de valores de taxas de processamento de artigos.

Modalidade Título do Periódico Taxa de processamento de artigo (US$) Editor URL
Plataforma de Acesso Aberto eLife

livre de taxa

Howard Hughes Medical InstituteMax Planck SocietyWellcome Trust http://elife.elifesciences.org/…
PLoS ONE

1350

Public Library of Science http://www.plos.org/publish/…
PLoS Medicine

2900

Journal of Medical Case Report

960

BioMed Central http://www.biomedcentral.com/…
Archives of Public Health

1730

Cancer and metabolism

2285

Nucleic Acid Research

2770

Oxford Journals http://www.oxfordjournals.org/…
PeerJ

99 – 299

PeerJ https://peerj.com/pricing/
PNAS

75 por página*

US National Academy of Sciences http://www.pnas.org/site/authors…
Periódicos Híbridos Cell Reports

5000

Cell Press http://www.cell.com/cell-reports/faq
Neuron

5000

Nature Communication

4800

Nature Publishing Group http://www.nature.com/ncomms/…
Physical Review Letters

2700

American Physical Society http://publish.aps.org/authors/…
Periódicos Brasileiros em Acesso Aberto Brazilian Journal of Medical and Biological Research

790
900

Associação Brasileira de Divulgação
Científica (ABDC)
http://www.scielo.br/revistas/bjmbr/…
Revista de Saúde Pública

660

Faculdade de Saúde Pública da Universidade
de São Paulo
http://www.scielo.br/revistas/rsp/…
(*) figuras e outros são cobrados de acordo com o manuscrito

Dados obtidos pela empresa de consultoria Outsell, na Califórnia, EUA, sugerem que a indústria de publicação gerou US$ 9.4 bilhões em 2011 e publicou cerca de 1.8 milhões de artigos, do qual deriva uma média de US$ 5 mil por artigo. De acordo com analistas que estimam as margens de lucro entre 20 e 30%, obtém-se uma média de US$ 3.500 a 4000 por artigo (Van Noorden 2013).  Os maiores publishers de periódicos em AA (BioMed Central e PLoS) cobram entre US$ 1350,00 a 2250,00 para publicar artigos revisados por pares, porém nos periódicos mais renomados este valor pode atingir US$ 2700,00 a 2900,00. Em lados opostos situam-se periódicos como Cell Reports, que requer US$ 5000 para publicar um artigo e PeerJ, um recém-criado periódico-plataforma de publicação em acesso aberto que publica ilimitada quantidade de artigos por autor por ano a um custo fixo de US$ 99 a 299 (Van Noorden 2012b).

Uma extensa revisão comissionada pelo Joint Information Systems Comittee (JISC) no Reino Unido estima o custo de um artigo por assinatura impresso ao redor de US$ 5456,00 (valores de Libra Esterlina convertidos em Dólares americanos no câmbio de 2007). Este valor sobe para US$ 6.494,00 na modalidade digital e impressa, e é de US$ 4674,00 para o formato digital apenas. Em acesso aberto, estes valores são cerca de 30-35% menores: US$ 3662,00 para o artigo impresso, US$ 4006.00 para ambas as modalidades e US$ 3048.00 para o digital apenas (Houghton et al. 2009).

A variabilidade dos preços está levando autores e instituições a ponderar sobre como desejam gastar seus recursos em publicação. Para publishers, a questão que se apresenta é saber se seu modelo de negócios é sustentável e lucrativo no universo AA.

Um estudo conduzido por um pesquisador da Universidade de Helsinque e seu colega da Universidade de Michigan analisou mais de cem mil artigos publicados em 1370 periódicos em acesso aberto em 2010 e encontraram taxas de publicação entre US$ 8,00 a 3900,00. As taxas mais altas ocorrem em periódicos híbridos (Solomon and Björk 2012). Estes valores, entretanto, nem sempre representam o valor real do custo médio de processamento por artigo. Muitos pequenos publishers em AA recebem subsídios de universidades e/ou sociedades científicas na forma de hospedagem de sites em servidores, espaço físico e recursos humanos, oferecendo, assim, menores taxas de publicação do que BioMed Central ou PLoS, empresas autônomas que operam com lucros.

Os maiores publishers comerciais que operam predominantemente com periódicos por assinatura têm suas receitas principais de outras fontes que não as taxas de publicação, como assinaturas por programas governamentais, consórcios, bibliotecas, publicidade, venda de separatas e outros. E são receitas extraordinárias em alguns casos. Estima-se a margem de lucro da multinacionalElsevier em torno de 40-50%, muito superior aos declarados 37% e próximo aos 40% informados pela Wiley.

Uma das razões principais do menor custo da publicação em AA reside no fato que a maior parte dos periódicos desta modalidade opera exclusivamente online, o que elimina custos de impressão e distribuição. Além disso, os publishers de AA de maior sucesso são empresas mais novas estruturadas para a publicação em acesso aberto, que iniciaram suas atividades com fluxos de trabalho e tecnologias avançadas que aumentam a produtividade dos processos de publicação.

Os maiores custos de publicação praticados pelas empresas comerciais de periódicos por assinatura são justificados por exercerem maior seletividade. Os publishers alegam que devem gerenciar o processo de revisão por pares, que consiste em encontrar pareceristas, avaliar este processo, verificar se os manuscritos não incluem plágio, geração dos textos em XML, produção dos metadados, impressão e distribuição, manutenção das plataformas de gestão dos processos editoriais e de armazenamento dos conteúdos, etc… A alegação de que cobram mais porque oferecem maior valor agregado é contestada por editores de periódicos em AA como PLoS ONE, que possui um time de pesquisadores renomados como editores, e conduz um criterioso processo de revisão por pares, porém não exerce atividades de editoração.

A questão reside no quanto os autores estão dispostos a pagar pelo serviço que recebem, afirmaTimothy Gowers, da Universidade de Cambridge no Reino Unido, que liderou a revolta contra aElsevier em 2012. Ele pergunta “será que a preferência dos pesquisadores por periódicos por assinatura seria mantida se os custos fossem pagos pelo autor, ao invés do leitor?” (Whitfield 2012). A resposta a esta pergunta ajudaria a dimensionar o que realmente é essencial no trabalho – e nos custos – de editoração.

Outra justificativa dos publishers de periódicos comercializados por assinatura para suas elevadas taxas de publicação reside no percentual de rejeição. Quanto maior é o número de artigos rejeitados em relação ao total de artigos submetidos, tanto maior é a seletividade deste periódico. Os defensores deste modelo afirmam que a conexão entre preço e seletividade reflete o fato de que a função do periódico também é separar o que é essencial – e de boa qualidade – em meio a muitos artigos sobre o mesmo tema, e que separar estes artigos através de um criterioso processo de revisão por pares tem um custo que deve ser reconhecido. O periódico Nature, por exemplo, publica apenas 8% dos artigos submetidos, o híbrido Physical Review Letters (cuja taxa de publicação em acesso aberto é de US$ 2700) publica 35% e o PLoS ONE (que cobra US$ 1350 por artigo) tem uma taxa de aprovação de 70%.

No Brasil, a maior parte dos periódicos de qualidade é publicada em AA. De fato, de acordo com o DOAJ, o Brasil está situado em segundo lugar, com 921 periódicos, atrás apenas dos Estados Unidos (com 1021 periódicos). Como indicamos acima o estudo da Comissão Europeia destaca a liderança do Brasil em proporção de artigos disponíveis em acesso livre na Internet. Este modo de publicação foi viabilizado no Brasil e demais países da América Latina graças a dois motivos principais: primeiro, o fato de a maioria dos periódicos serem editados por sociedades ou associações científicas ou instituições universitárias sem fins lucrativos, que fazem uso das contribuições dos seus associados e de subsídio governamental para custear as publicações; e, segundo, ao Programa SciELO criado em 1998. O modelo SciELO foi rapidamente adotado por países da América Latina e Caribe, Portugal e Espanha, e mais recentemente pela África do Sul e sua rede estende-se por 16 países em 2013. O programa que começou com dez periódicos brasileiros hoje estende-se por uma rede internacional que publica  cerca de 900 títulos ativos em acesso aberto que são sustentáveis devido à dedicação de seus editores e sociedades científicas e financiamento de universidades, instituições de pesquisa e agências de apoio à pesquisa e progressivamente por taxas de publicação cobradas dos autores. No Brasil, por exemplo, a operação da coleção SciELO é financiada em 90% pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e 10% pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O CNPq e a CAPES financiam o Programa de Apoio à Editoração e Publicação Científica. No Chile, o SciELO é financiado pela Comisión Nacional de Investigación Científica y Tecnológica de Chile, no Mexico pelo Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología, na Africa do Sul pelo Department of Science and Technology e apoiado pelo Department of Higher Education and Training, etc. O custo de indexação e publicação online do SciELO varia de país por país de acordo com o custo de vida local e também pela divisão de trabalho de produção dos arquivos digitais.  No caso do SciELO Brasil o custo médio de publicação por artigo custa em torno de US$ 130.00, incluindo os serviços de indexação, submissão online, marcação dos textos em XML, publicação online, interoperabilidade e  manutenção da plataforma tecnológica.

Nos últimos anos, alguns periódicos SciELO passaram a captar recursos adicionais para custear os orçamentos. A Revista de Saúde Pública (RSP), presente no SciELO desde 1998, passou a cobrar uma taxa de publicação de artigos a partir de  2012 no valor de R$ 1500 (US$ 660), que complementa os recursos da CAPES/CNPq e da Comissão de Credenciamento de Periódicos da USP. O Brazilian Journal of Medical and Biological Research, que fez parte dos dez periódicos pioneiros que formaram inicialmente a coleção SciELO passou a cobrar a partir de 2004 o valor de R$ 1800 (US$ 790) para artigos de autores nacionais e US$ 900 de autores estrangeiros.

Estes valores são inferiores aos praticados internacionalmente por periódicos de referência como o PLoS ONE, mas bem acima de iniciativas como PeerJ, pois a RSP e BJMBR efetuam todo o trabalho de editoração, revisão e conversão para XML, e no caso da RSP a publicação dos artigos é bilíngue em português e espanhol e mantém ainda a versão impressa.

A tendência é que o número das publicações em AA siga aumentando constante, mas discretamente, uma vez que pesquisadores estão tentados por vários motivos e às vezes forçados a preferir o modelo tradicional de periódicos por assinatura e de alto impacto. Em contrapartida, políticas públicas de um número crescente de países e de agências de fomento à pesquisa determinam que a publicação de resultados de pesquisa financiada com recursos públicos seja em AA. Caso estes mandatos venham a proliferar vão incrementar significativamente o número de periódicos AA. Uma pesquisa no Reino Unido mostrou que 60% dos periódicos autorizam o arquivamento em repositórios AA das versões dos manuscritos revisados por pares e aceitos para publicação. Porém, a maior parte dos autores não realiza este auto arquivamento a menos que seja obrigado a fazê-lo pelas agencia de fomento (Van Noorden 2012a).

A esta barreira e falta de entusiasmo se atribui a lenta disseminação do AA como forma preferencial de publicação, movida pela decisão final de pesquisadores e agências de fomento. “Seria de se esperar que os publishers lutassem para não perderem seus lucros, mas é frustrante perceber que são os pesquisadores que deixam de reconhecer que o AA é a forma mais viável de publicação” afirma Michael Eisen, biólogo molecular na Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA, e co-fundador do PLoS (Van Noorden 2013).

Links externos

http://www.outsellinc.com

http://www.jisc.ac.uk

http://www.doaj.org/doaj?func=byCountry&uiLanguage=en

Referências

HOUGHTON, J., et al. Economic implications of alternative scholarly publishing models: Exploring the costs and benefits. Loughborough University, 2009, 256 p. Available from: http://ie-repository.jisc.ac.uk/278/

SOLOMON, D. J. and BJÖRK, B. C.  A study of open access journals using article processing charges. J. Am.  Soc. Inf. Sci., 2012, vol. 63, pp. 1485-1405.

VAN NOORDEN, R. Britain aims for broad open access. Nature, 21 June 2012a, vol. 486, pp. 302–303. Available from: doi: 10.1038/486302a

VAN NOORDEN, R. Journal offers flat fee for ‘all you can publish’. Nature, 14 June 2012b, vol. 486, pp. 166. Available from: doi: 10.1038/486166a

VAN NOORDEN, R. Open access: the true cost of science publishing. Nature, 28 March 2013, vol. 495, nº 7442, pp. 426–429. Available from: doi: 10.1038/495426a

WHITFIELD, J.  Elsevier boycott gathers pace. Nature, 9 February  2012. Available from: doi: 10.1038/nature.2012.10010

[Revisado em 23 Setembro 2013]

Quanto custa publicar em acesso aberto? | SciELO em Perspectiva.

Boletim Meridiano 47 – No. 141 – Janeiro-Fevereiro/2014

E a publicação do número 141 (janeiro-fevereiro de 2014) do Boletim Meridiano 47…

O sumário logo abaixo. Ler mais

Defesa da tese de doutorado de Seme Taleb Fares – Esperança e Medo: a Guerra Fria e as relações Brasil-Estados Unidos no Congresso Nacional ( 1961-1964)

Amanhã, 7 de março, o meu orientando Seme Taleb Fares defenderá a sua tese de doutorado, intitulada “Esperança e Medo: a Guerra Fria e as relações Brasil-Estados Unidos no Congresso Nacional ( 1961-1964)”.

A cerimônia de defesa transcorrerá a partir das 8:30h, na Sala de Defesas do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

Seme fez uma linda tese, cujo resumo transcrevo abaixo: Ler mais

SciELO Citation Index no Web of Science

Começou a operar regularmente o serviço  SciELO Citation Index, integrado no Web of Science. Essa é funcionalidade que aumentará dramaticamente a visibilidade internacional das revistas publicadas na Coleção Scielo, e especialmente oferecerá uma nova medida de impacto da ciência repercutida nessas publicações. A notícia completa se acessa aqui.

SciELO Citation Index no Web of Science. SciELO em Perspectiva. [viewed 02 March 2014]. Available from: http://blog.scielo.org/blog/2014/02/28/scielo-citation-index-no-web-of-science/

Um Mundo que Também é Nosso, livro de João Augusto Costa Vargas

Eu tive a alegria de acompanhar a trajetória acadêmica na Universidade de Brasília (como aluno destacado da graduação em Relações Internacionais e como meu orientando no Mestrado) e no Instituto Rio Branco do jovem diplomata João Augusto Costa Vargas. Eu orientei as suas duas belas dissertações de mestrado, na Unb e no IRBR, versando sobre aspectos da trajetória de João Augusto Araújo Castro. Os dois trabalhos são a base do livro Um Mundo que Também é Nosso: o pensamento e a trajetória diplomática de Araújo Castro, lançado neste mês pela Fundação Alexandre de Gusmão – FUNAG.

No livro se constrói um alentado perfil de Araújo Castro, diplomata brasileiro que inspira ainda hoje grande respeito tanto no Itamaraty quanto na academia.

João me deu a honra de prefaciar o seu trabalho. Abaixo transcrevo o pequeno prefácio, e recomendo desde logo a leitura do livro (que pode ser baixado gratuitamente aqui), que é mais do que uma inspiração para os que estudam política externa brasileira. Ler mais

Revista Estudos Internacionais da Puc-Minas faz chamada de artigos para número especial sobre América do Sul

A Revista Estudos Internacionais da PUC-Minas lançou chamada de artigos para uma edição especial sobre América do Sul, a ser co-editada por Maria Regina Soares de Lima. A chamada, via Mundorama, se acessa logo abaixo: Ler mais

Revista Brasileira de Pós-Graduação da CAPES fará número especial sobre Cooperação Internacional

Eu atuo como conselheiro da Revista Brasileira de Pós-Graduação, da CAPES, excelente publicação que repercute estudos sobre os desafios do sistema nacional de pós-graduação.

A RBPG está com edital aberto de chamada de artigos para um número especial sobre a cooperação internacional e a pós-graduação no Brasil. A nota abaixo, que foi originalmente publicada no Mundorama, dá uma notícia completa: Ler mais

Boletim Mundorama – No. 77 – Janeiro/2014

mundorama_square_azul

Artigos

  • ANGOLA: para além das análises das agências de rating, por Ricardo Kiyoji Ywata
  • Sustentabilidade e Relações Internacionais, por Carlos Eduardo de Mira Costa e Antonio Gil da Costa Júnior
  • A distância entre Lampedusa e o Brasil, por Patrícia Nabuco Martuscelli Ler mais

Classificando as melhores revistas de Relações Internacionais

O ranqueamento de publicações científicas se tornou uma necessidade real das comunidades científicas, ou um exercício que atende às demandas dos editores científicos e dos grandes publishers? O blog Duck of Minerva discute a classificação de periódicos científicos na área de Relações Internacionais.

Ranking IR Journals

by Brian J. Phillips, of the Center for Research and Teaching in Economics.

What are the best International Relations journals? How do we know if one journal is better than another? And how should this affect your decision about where to send a manuscript?

I recently worked on a ranking of IR journals at the behest of an institution, and this blog post shares some of the information I learned in the process. This might be helpful for graduate students and junior faculty still getting a feel for where to send manuscripts. A number of questions came up during the process, and while they perhaps can never be fully resolved, I’ll leave them here for your consideration. Ler mais

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.357 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: