Antônio Carlos Lessa

Professor de História das Relações Internacionais do Brasil na Universidade de Brasília

Blog SciELO em Perspectiva – Periódicos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas fazem uso crescente das redes sociais

Republico o que saiu no Blog Scielo em Perspectiva… Na RBPI e em Meridiano 47 temos usado intensamente as redes sociais para ampliar a visibilidade dos artigos publicados…

Periódicos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas fazem uso crescente das redes sociais

Por Abel L. Packer, Denise Sales e Henrique Rodrigues

As redes sociais que operam na Web/Internet constituem o principal meio e espaço de divulgação e compartilhamento das pesquisas publicadas originalmente em periódicos e outros tipos de publicação científica. Todos os atores envolvidos na pesquisa e na comunicação científica- publicadores, editores, autores e usuários de informação científica – vêm adotando mais e mais as redes sociais como ferramenta de marketing, divulgação, atualização e compartilhamento de conteúdo, sejam as redes de uso e alcance geral, como são o Twitter e o Facebook, ou principalmente as orientadas às comunidades científicas como aAcademia.edu, Mendeley, Research Blogging, ResearchGate, etc.

 

Este modus operandi é determinado pelo fato que a Web/Internet passou a ser o meio principal de comunicação entre os pesquisadores e, especificamente, dos resultados de seus projetos de pesquisa. As funções e atividades clássicas de submissão e avaliação dos manuscritos, da edição dos textos aprovados, sua estruturação para armazenamento em base de dados, a publicação propriamente dita, as diferentes indexações e disseminação são realizadas online, com o concurso de inúmeros atores e ferramentas que operam sobre arquivos em formato digital. Com isso, o suporte em papel passou a ser um meio secundário e complementar, pois, inúmeras novas funções da comunicação científica online não são operacionais no papel, especialmente as que envolvem links e interoperabilidade ou as que seguem as transações sobre os conteúdos. De fato, a tendência é o desaparecimento completo da publicação de periódicos em papel.

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As entrevistas com os autores da RBPI 2/2015

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Eu tenho encomendado a diferentes grupos de estudantes a realização de entrevistas com os autores dos artigos publicados nas últimas edições da nossa Revista Brasileira de Política Internacional – RBPI. Já foram produzidas quatro séries bem legais, e a última delas foi o motivo de uma Semana RBPI no Scielo em Perspectiva – Humanas (eu relatei aqui).

Eu tenho sugerido para muitos colegas professores de disciplinas em cursos de graduação em Relações Internacionais o uso dessas entrevistas, juntamente com os pequenos artigos de síntese escritos pelos autores, em atividades em salas de aula para a discussão dos artigos científicos a que se referem. Eu acho que o conjunto compõe um belo material paradidático e abre muitas possibilidades a serem exploradas em sala de aula e em grupos de pesquisa.

Todas as entrevistas foram publicadas em Mundorama e também no site do IBRI, onde juntamos uma seção inteira com entrevistas e notas biográficas, a Authors in the Spotlight.

Por certo que as entrevistas são apenas mapas do caminho que levam, claro, para os artigos eles mesmos… Abaixo eu listo as entrevistas elaboradas por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da UnB com os autores dos artigos publicados no número 2/2015 da RBPI.  Continue reading

Os 10 melhores livros sobre a Guerra Fria?

Listas sempre são polêmicas… Eu penso que mesmo as que tentam definir os melhores livros sobre algum tema, entretanto, merecem ser checadas…

Uma lista do The Guardian dos dez melhores livros sobre a Guerra Fria

  1. Nineteen Eighty-Four by George Orwell
  2. The Cold War by John Lewis Gaddis
  3. HMSO Civil Defence Handbook No 10 (1963): Advising the Householder on Protection Against Nuclear Attack
  4. When the Wind Blows by Raymond Briggs
  5. The Secret State: Preparing for the Worst 1945-2010 by Peter Hennessy
  6.  The Spy Who Came in from the Cold by John le Carré
  7. The Book of Daniel by EL Doctorow
  8. The Crucible by Arthur Miller
  9. Our Man in Havana by Graham Greene
  10. On the Beach by Nevil Shute

What do you think of when you think of the cold war? The answer may depend on how old you are. For the young, it is history; for the elderly it is one of the times they endured in a whole century of extraordinary violence and upheaval; for the generations in between it’s a bit of both. But for almost everyone of any age, the cold war seems in retrospect somewhat nebulous: a war without a clearly defined beginning or end, when much of the action was clandestine and the ground rules were obscure; a war of mist and fog, perhaps.

That makes it an especially interesting war from the point of view of a writer. My novel, The Long Room, is set in 1981, a time when it may have seemed that the gravest dangers of the war had already been averted, but which was still pervaded by a constant level of anxiety. As we now know, that anxiety was justified; as late as 1983, the Soviet leadership mistook a routine Nato exercise as cover for imminent nuclear attack.

Mutual misapprehension, fear, mistrust, the near-impossibility of telling reality from illusion – the features of that time make it the perfect setting for a novel that is about espionage but also about isolation and obsessive love. How lucky we are that the world survived the cold war and can afford to let it become history and fictive backdrop.

Dozens of books could have made this list. I have chosen some that seem to me to give a strong sense of what it felt like to be living through the cold war and of the fears that people had.

Veja o restante dessa matéria aqui

Source: Top 10 books about the cold war

Science in the Open » Adopting ORCIDs

A adoção de ORCIDs pelas revistas científicas se transforma também em uma tendência, que rapidamente se disseminará. O que ainda estava travando o crescimento do número de ID’s ORCID era o fato de que nenhum publisher relevante tinha tornado a sua adoção obrigatória, como aconteceu há poucas semanas atrás. Oito dos maiores e mais influentes publishers decidiram tornar as ID’s ORCID mandatórias, pelo menos para os corresponding authors.

No Brasil a existência do CV Lattes talvez tenha retardado bastante o crescimento do ORCID. Afinal, porque um pesquisador manteria dois registros da sua produção científica, se o CV Lattes dá tudo o que é necessário para as relações com os Programas de Pós-Graduação, para as agências de fomento brasileiras e para as dinâmicas de avaliação no Brasil? O CV Lattes tem realmente penetração geral na academia brasileira, mas é desconhecido internacionalmente – mesmo a sua interface em língua inglesa é pobre e tem níveis precários de certificação. Uma ID ORCID, por seu turno, está focada apenas na produção científica certificada do autor, e há pouco ou nenhum espaço para que venha a se constituir em uma espécie de CV on line, como o Lattes. Mas esse é o padrão que promete se tornar dominante internacionalmente. No Brasil, eu desconfio que o passo decisivo para a adoção da ID ORCID como padrão de identificação será torná-la obrigatória nas submissões de todas as contribuições feitas às revistas da Coleção Scielo Brasil.

Desde o inicio de 2015 as normas de colaboração da Revista Brasileira de Política Internacional e de Meridiano 47 valorizam a informação da ORCID ID, que será incluída nos metadados dos artigos publicados nos dois periódicos. Ela não é obrigatória, portanto, mas muito bem-vinda!

Cameron Neylon faz um comentário bem completo sobre essa tendência. Logo abaixo: Continue reading

Zika Virus May be Linked to Surge in Rare Syndrome in Brazil – NYTimes.com

Por que não me surpreendo mais com as notícias sobre o Brasil?

RIO DE JANEIRO — A mosquito-borne virus that has been linked to severe brain damage in infants may be causing another serious health crisis as well, Brazilian officials and doctors warn: hundreds of cases of a rare syndrome in which patients can be almost completely paralyzed for weeks.

The virus, called Zika, made its way to Brazil recently but is spreading rapidly around Latin America and the Caribbean. Nearly 4,000 cases of brain damage, in which babies were born with unusually small heads, have been registered in Brazil in the past year, and this month American officials advised pregnant women to delay traveling to any of nearly 20 countries in the Western Hemisphere, as well as Puerto Rico, where mosquitoes are spreading the virus.   Continue reading

As mulheres na carreira diplomática brasileira: artigo de Rogério Farias e Géssica Carmo em Mundorama

As escolhas do Editor em 2015 – RBPI – Editor’s Choice

O meu colega Paulo Roberto de Almeida selecionou dois dos artigos publicados nas duas edições da Revista em 2015 para dar início a uma série anual de Escolhas do Editor…  Abaixo o primeiro post publicado:

Revista Brasileira de Política Internacional is the first (the inaugural number was published in Rio de Janeiro in 1958) and the most influential Brazilian academic journal on International Relations.Published in Brasília since 1993, with an editorial board composed of faculty members, diplomats, independent researchers and foreign scholars dealing with Brazilian issues, RBPI is indexed in several high level indexing services.

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Yuri Andropov Would Drop Assad Like a Hot Kartoshka

Em Foreign Policy: Yuri Andropov Would Drop Assad Like a Hot Kartoshka, and four other lessons Putin could learn from his hero, the Soviet Union’s most ruthless reformer.

Vladimir Putin knows that Russia is in trouble, but he doesn’t seem to know what to do about it.

In both his recent epic three-hour press conference and his New Year’s address, the normally bullish Russian president appeared uncharacteristically sober. Instead of the bombastic, confident tsar, we saw an engaged chief executive doing his best to reassure stockholders of his resolve. “The Russian economy has generally overcome the crisis,” he said. Debt is down and the population is up, he added — “a very good figure that speaks of the people’s [positive] state of mind.”

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In Germany, Reality Sets In

Migrant Crisis, em The National Interest: In Germany, Reality Sets In

In 2015, as more than a million refugees and migrants streamed into Germany, many pundits and industry leaders initially praised Chancellor Angela Merkel’s “welcome policy” as not only being humane but also economically savvy. But now, as Politico reports, a new reality appears to be setting in as the German analysts have a closer look at just who the migrants are. The official government line continues to be that migrants could take some of the unoccupied jobs caused by Germany’s declining labor force (there are as many as one million such jobs). But the director of the Munich-based Ifo Center for the Economics of Education is quoted in the story that “[f]rom everything we know so far, it seems that the majority of refugees would first need extensive training and even then it’s far from certain that it would work out.”

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Should the United States Ban the Islamic State From Facebook?

Na Foreign Policy:  Should the United States Ban the Islamic State From Facebook?

If the great fear after 9/11 was terrorism arriving on American shores via airplanes, the great fear after Paris and San Bernardino is that it will come via the Internet. From the U.N. Security Council to Congress to the campaign trail, the last few weeks have seen calls to crack down on incitement to terrorism online: to erase the screeds of al Qaeda propagandists, expunge Islamic State sympathizers from Twitter, and pair federal law enforcement officials and Silicon Valley executives in a quest to extirpate violent radicalism from Twitter and YouTube.

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